Essa história é muito mais da Mônica do que minha e tenho um prazer enorme de contá-la.
A Mônica mora no interior da região Sul e na cidade há grande dificuldade de acesso a veterinários de pequenos animais.
Conheci-a em 2010, ou melhor, não a conheço pessoalmente, somente por telefone, facebook ou mensagens.
Vamos a história:
A Mônica conseguiu, através de uma outra amiga protetora, levar 15 gatinhas para castrar no centro de zoonoses de uma cidade vizinha.
Foi bem trabalhoso! Levou cinco em um dia e no dia seguinte, levou outras cinco e assim foi.
No último dia, quando foi buscar suas gatinhas, ela entrou em uma das baias para pegá-las, olhou para o lado e viu dentro de uma jaula, com uma plaquinha escrita SACRIFÍCIO, uma gatinha, muito lindinha mas com o rosto desfigurado. A mandíbula dela estava partida e totalmente deslocada. Mônica levou um choque!!
A pequena, muito espertinha, foi pedindo atenção e se esfregando (impossível não reagir àquilo). Então, Mônica perguntou a uma atendente o que havia acontecido, ela disse que não sabia, mas logo foi dizendo que se alguém a tratasse ela sobreviveria. Mas que ali no Centro de Zoonoses não tinham como mantê-la.
Claro! Ela pegou a gata da gaiolinha, juntou com as outras e foi embora.
Mas, e agora?... o que fazer com a gata?.... nunca tinha visto algo tão triste. Estava com a boca tão caída que lembrava aquela máscara do pânico. Até seus outros gatos estranhavam a aparência da pequenina. A cachorrinha Luna, quando olhava pra gatinha, ficava latindo sem parar. Então, lembrou do filme CARRIE, A ESTRANHA e resolveu chamá-la de Carrie Scary. Parece que ela gostou! Mas o que fazer? Ela tinha grande dificuldade para se alimentar, tinha que ser ajudada todo o tempo.
Então, teve a idéia de postar, em várias comunidades do facebook, pedidos de ajuda, conselhos, sugestões do que poderia ser feito para tratar a Carrie.......foi quando eu apareci, vi o pedido de socorro da Mônica e me dispus a ajudá-la.
Nos falamos pelo telefone.... muito dificil ensinar alguém, o que deve ser feito, apenas em palavras, mas como nós duas concluímos, eu e a Mônica erámos a melhor opção da Carrie.
Bem, expliquei como fazer uma talinha no rosto e ir ajustando com o tempo. Precisávamos também medicá-la para a dor, imagine como devia doer....
Segundo a Mônica, deu muito trabalho! Não foi nada fácil, pois ela tirava a tala e teimosamente era colocado de novo.
Rapidamente foi consolidando.
Ela está agora com uma saúde perfeita.
A boca ficou tortinha, mas com os dentinhos no lugar e ela come normalmente. Muito brincalhona, adora subir em árvores.
Eu acredito em anjos !
A Mônica foi e é o anjo da Carrie, como também de muitos outros que tem a sorte de encontrá-la no caminho!!
A propósito, estamos tratando mais alguns gatinhos, espero que tenhamos o mesmo sucesso da Carrie.




