domingo, 6 de maio de 2012

Dodó......uma saudade

É muito difícil falar dela....chega a doer....
Dorothy, minha querida Dodó, uma gata persa, uma curta vida.
Eu e minha filha Clara fomos buscá-la na Vila Maria, bairro de São Paulo. Logo que segurei a Dorothy, era a mesma coisa que segurar um ratinho, muito pequena, frágil, osso puro, coitadinha estava muito debilitada.
Nos primeiros dias, Dorothy vomitava o pouco que comia, achei que não fosse sobreviver.... fiz um preparo de comida bem líquida e injetava na boca a cada 2 horas. Bem,  ela foi melhorando e crescendo, ficou linda! Não sei se é o meu coração, mas ela era MARAVILHOSA! Um jeito doce e um olhar apaixonante....Meu Deus, que saudade!
O primeiro sinal foi percebido pela minha filha Camila.
Ela disse:  "Mãe, a Dorothy está respirando diferente".
Realmente  estava, começou a respirar com dificuldade.
Fiz uma radiografia e havia presença de líquido no tórax de Dodó. Retirei o líquido afim de facilitar a respiração e agendei um ecocardiograma para descobrir o que causava o acúmulo de líquido.
O resultado foi triste. Era um  tumor enorme, maior que o coração, não tinha o que fazer, apenas tentar uma quimioterapia,  era a única saída.
Em um sopro de despero, pensei em operá-la para retirada do tumor, eu sabia que não havia a menor chance, mas completamente agoniada pela impotência diante da doença, preferia que ela morresse na tentativa de vida a ficar esperando pela morte. Gente...eu sou péssima, como sofri.... Bem, não consegui ninguém louco o suficiente para esse tipo de cirurgia.
Durante a pesquisa do problema, descobri também que ela tinha a FELV, vírus da leucemia felina. Acredito que ela tenha contraído a doença da própria mãe, durante a gestação.

Dorothy faleceu com 11 meses de vida, o tumor foi extremamente agressivo e  localizado na base do coração. Tudo foi muito rápido, na verdade ela nem respondeu a quimioterapia. Do dia que percebemos a dispnéia (dificuldade respiratória) até o dia da sua morte, foram apenas 17 dias.

Agradeço eternamente a minha mãe, Luiza e ao meu amigo Ronaldo, ambos ajudaram a Dorothy nos momentos mais difíceis da sua curta vida.
Perdoem-me, infelizmente, escrever detalhes dessa história é impossível, apenas adoro lembrar que ela existiu e fez parte da minha vida!     Te amo Dodó.

Um comentário:

  1. Nossa Leslei,

    A cada dia te admiro muito mais, pelo que vc é e pelo amor e dedicação aos nossos bebes de 04 patas. Eu penso exatamente como vc, melhor lutar pela vida do que esperar a morte. Anaí

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